Agora vamos falar sobre um assunto que…
1. muita gente detesta;
2. muita gente finge que gosta (afinal é politicamente correto);
3. algumas pessoas realmente gostam.
Advinhou?
VERDURAS e Legumes (popularmente verduras, mesmo)
Este é um assunto delicado! Gosto não se discute mas, se aprende… Chamamos de verdura: vagens verdes, brotos, repolhos, quiabo, berinjela, cenoura, pepinos, cebolas, quiabo, nabo, rabanete, beterraba, abóboras, “tomates”, aspargos, aipo, pimentões e pimentas vermelhas e amarelas (que na verdade são classificadas de outras formas) e as folhas verdes (verduras verdadeiras): agrião, couves, folhas de cenoura, azedinha, folhas de beterraba, dente de leão, acelga, chicória, alface, brócolis, espinafre, e outras coisas que “têm raízes”, etc.
Todos são alimentos funcionais, ou seja, todos servem para melhorar algum aspecto da nossa saúde. Até aqueles que você detesta(juro!)… Todos contém vitaminas e sais minerais e outros nutrientes microscópicos, porém, indispensáveis. Não consumir estes alimentos implica em fazer uso de suplementos nutricionais (vitaminas) sempre que o seu médico assim recomendar. O problema é que nem sempre estes suprimentos são realmente confiáveis, dependem da qualidade e dosagem corretos.
Os vegetais em geral, são aliados indispensável para quem necessita perder peso, manter o peso ou simplesmente, deseja ter uma saúde que possa ser chamada de “boa”. As vitaminas e outros microelementos que eles contém servem para reconstruir as partes do corpo que se desgastam todos os dias. Os vegetais ajudam a manter a juventude, força, vigor…
Todo mundo sabe que precisa comer vegetais, porém entre “saber e fazer” existe uma grande diferença. Sempre encontramos uma “boa desculpa” para não comer aqueles vegetais todos que os médicos, a ciência e todo o resto do mundo sempre diz para comermos. Mas, o problema é que enganamos a nós mesmos, não ao nosso corpo… ele continuará pedindo comida e você vai ficar com aquela vontade de ficar beliscando besteira o dia todo. Aquela vontade de comer “alguma coisa que não sabe o que é”. Isto é: vai ganhar quilinhos extras comendo todo tipo de besteira, tentando se livrar daquela sensação de vazio no estômago. Só que não há vazio algum… o que há é falta de nutrientes!!! O seu corpo não está dizendo que está vazio, está dizendo que você não comeu a coisa certa…
Calma, de novo! Não é tão difícil assim como você está pensando. No começo você faz uma lista com as verduras que você realmente gosta. Logo em seguida faz uma outra lista com alimentos que você realmente come. Já de saída você vai perceber que provavelmente come menos verdura do que gostaria. Vai perceber que, como todo mundo, acabou caindo na dobradinha alface com tomates e deixando de comer vários outros vegetais que aprecia, e nem percebeu. Isto é muito comum, muito mesmo.
Se você realmente não gosta mesmo de vegetais, então tente fazer uma lista de concessões ou seja, uma lista com os vegetais que lhe encomodaria menos ter que comer.
Agora já ficou mais fácil pois o problema já está identificado. Agora faça um acordo sincero consigo mesmo no sentido de incluir, inicialmente, um vegetal por refeição. Procure se conscientizar de que assim você conseguirá manter o seu peso mais facilmente e com saúde. Isto é uma vitória sua. Para não enjoar tente variar sempre qual verdura vai comer.
A maioria das pessoas se acostuma a isto em cerca de 15/20 dias e se precisar pode ficar nesta fase um pouco mais tempo. Assim que sentir-se confortável com as verduras que escolheu, tente acrescentar mais uma variedade e assim sucessivamente até conseguir incluir no mesmo prato 3 ou 4 tipos diferentes de vegetais e podem ser, parte saladas cruas e parte cozidos. O importante é variar o máximo que conseguir.
Não vale fazer um prato com a “comida” e outro com a verdura. De preferência coloque tudo no mesmo prato, diminuindo um pouco os carboidratos. Por exemplo: coloque duas colheres de cenouras e tire uma de macarrão. Ou melhor ainda, reserve um espaço para os vegetais. Não é para comer mais, é para trocar, aos poucos, gradativamente.
Se fizer isto aos poucos, dando ao seu corpo tempo de se adaptar ficará mais fácil manter o hábito depois, por muito mais tempo. Anos até. Com o tempo seu paladar vai se adaptar aos novos alimentos.
Isto se baseia no princípio de que nosso paladar muda com os anos e às vezes nem percebemos que um alimento que nos causava verdadeiro horror, com um pouquinho de boa vontade alguns anos mais tarde, pode ser encarado com mais tranqüilidade, até como algo “comível”.
Não se agrida quando não conseguir. Uma ou duas vezes por mês até pode comer sem verduras, desde que não se iluda querendo fazer isto duas refeições seguidas ou uma vez por semana. Se fizer isto vai cair no efeito “auto-ilusão”. Lembre-se de que é somente a você mesmo que estará enganando…
De vez em quando, volte a examinar as suas listas de vegetais e veja se já está com vontade de incluir mais algum ou se, ao contrário, prefere tirar algum e colocar outro no lugar (sempre coloque outro no lugar). Este exercício vai ajuda-lo a identificar melhor o que você realmente come. Todos sabemos o que somos capazes de comer, mas muitas vezes, não comemos e é muito importante no caso do controle de peso, ter uma compreensão real daquilo que se come de fato e não o que “pensamos que comemos”. Às vezes dizemos que comemos agrião mas, esquecemos que é só na casa da mamãe para ela não pegar no pé… se consegue comer agrião (espinafre/chuchu/pepino,etc.) quando é visita, dá para comer outras vezes também!
Lembre-se de que você deve ser sincero consigo mesmo. Está é a única maneira de ser vitorioso em tudo na vida.
Cada verdura/legume pode ser classificado por uma cor. Cada cor representa um grupo que fornece um tipo especial de vitaminas e por conta disto é que devemos variar as cores das verduras/legumes que comemos. Assim, como todos sabemos, cenouras, beterraba, abóbora, contém vitamina A (entre outras), folhas verde escuras contém vitamina K que protege o corpo contra hemorragias(tipo nariz sangrando, cortes que sangram demais, etc.). Quanto mais conseguir variar os vegetais no seu prato mais fácil será manter seu peso, pois você terá mais saúde geral e disposição. Quem tem disposição sobrando gasta mais energia em atividades físicas. Quem está fraco e indisposto não queima calorias, nem deseja (se mexer).
Muitas vezes temos dificuldade em manter uma boa alimentação porque a família como um todo tem hábitos culinários “pesados”. Hoje em dia é muito comum colocar na mesa alimentos ricos em gorduras e carboidratos e isto é generalizado (fast food, carnes gordas, empanados, miojos, etc.). Ninguém tem tempo para preparar os pratos que a vovó fazia, com tudo fresquinho, bem variado e balanceado. Já de carboidrato e gordura todos gostamos. Por isto é muito importante pedir a colaboração de sua família, explicando que agora que você já perdeu os quilinhos que queria, deseja conservar o seu peso atual e eles podem ajuda-lo muito servindo mais verduras/legumes nas refeições. Com certeza todos irão colaborar e inclusive, pode apostar, muita gente na sua família vai acabar aderindo aos seus novos hábitos também. Quem não quer manter-se em forma?
Lembra-se daquela lista com as verduras/legumes que você gosta? Pois é, você poderia apresenta-la à pessoa responsável pelas refeições e dividir com ela esta tarefa. Assim terá uma aliada com quem contar. Juntos poderão formular cardápios gostosos e fáceis como massas com verduras/legumes.



